
Fiz- me amiga de mim mesma. Fui minha psicóloga e me escutei com atenção nos momentos de desespero emudecido, quando tudo que eu escutava era meu choro baixinho e reprimido. Fiz-me surda para os gritos implorando atenção. Pois descobri que é o que mais ansiamos, que nos notem, que nos compreendam. E cada qual mostra isso de uma forma diferente. Uns imploram por atenção em silêncio, pedem com o olhar. E se alguém atentar-se bem, notará bem lá no fundo a verdade gritante. Sou dessas. Minhas falas são ditas no silêncio. Não sei implorar com a voz. Houve um tempo em que fiquei rouca de tanto falar e pedir por socorro. Perdi minha voz a partir do momento em que optarão por não me ouvir. Tinham ainda a opção de ceder-me um abraço, uma palavra amiga, mas preferiram ignorar-me sem nem ao menos um desfarce. Aos poucos fui emudecendo, deixei de gritar. Deixei também de confiar. Já é costume reclamarem do meu silêncio, desse meu acanhamento. Acho que sou entediante e incomodo. Seria melhor se eu gritasse espalhafatosa e revelasse minha vontade. Concordo. Bom seria se eu pudesse falar abertamente sobre o que sinto e sobre o que me aflinge, e bom seria também encontrar ouvidos sinceros e dispostos a escutar-me. Mas sou como um pássaro ferido que esquiva-se aos cuidados alheios. Aliás sou um pássaro ferido, e apenas. Sem cuidados e sem ninguém com força de vontade para mudar minha opinião sobre a vida. E não os culpo. Os culpo porque fizeram-me uma reclamona queda, mas não os culpo por irem embora sempre e sempre. Eu própria não supro a força de vontade precisa para mudar. Tenho para mim que não posso mudar. Embora eu anseei por mudanças, não posso metamorfosear. É um daqueles casos em que você quer o que não pode ter, entende? Eu quero uma troca de manias, de hábitos, de pessoas e de suas personalidades. Quero que tudo ao menos uma vez seja fácil. Não sou ignorante em relação aos problemas de todo o resto do mundo. Ou melhor, sou sim. Apenas sei que todos tem problemas. Mas da dor e da tristeza ocasionadas pelos meus problemas, apenas eu sei. Juliana Nery (des-cicatrizar)
(Fonte: salt-rain)
Caroline Porsche, 15 anos, gaúcha, loira, gremista.Sou ciumenta, impaciente e um pouco insegura, cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor.





![Esperar. Ta aí uma coisa que eu não tenho paciência. Esperar pelas coisas darem certo, esperar por aquilo que não vai acontecer, esperar pela felicidade, esperar por dias melhores, esperar você […] Pare de esperar e comece a ir atrás! Vai que dá certo. - Thiara Macedo (sdpm)](http://25.media.tumblr.com/tumblr_lyxb05i2bP1qmyvlfo1_500.jpg)






